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Economia

Balança comercial tem superávit de US$ 1,461 bilhão na terceira semana de dezembro

COMÉRCIO EXTERIOR

Corrente de comércio foi de US$ 7,643 bilhões no período; no mês, balança tem US$ 3,696 de saldo positivo e, no ano, de US$ 44,770 bilhões
por publicado: 23/12/2019 13h39 última modificação: 23/12/2019 18h11

A balança comercial registrou superávit de US$ 1,461 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,643 bilhões na terceira semana de dezembro de 2019, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (23/12). O saldo foi resultado de exportações no valor de US$ 4,552 bilhões e importações de US$ 3,091 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 13,605 bilhões e as importações, US$ 9,910 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,696 bilhões e corrente de comércio de US$ 23,515 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 219,469 bilhões e as importações, US$ 174,698 bilhões, com saldo positivo de US$ 44,770 bilhões e corrente de comércio de US$ 394,167 bilhões.

A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 910,4 milhões, 0,6% acima da média de US$ 905,3 milhões até a segunda semana, em razão do aumento nas exportações de produtos semimanufaturados, de US$ 95,9 milhões para US$ 112,0 milhões (+16,8%), por conta de açúcar em bruto, celulose, ferro fundido, óleo de soja em bruto, couros e peles), e manufaturados, de US$ 293,6 milhões para US$ 322,2 milhões (+9,8%), com destaque para aviões, automóveis de passageiros, madeira compensada ou contraplacada, motores para veículos automóveis, chassis com motor e carrocerias para veículos.

Por outro lado, caíram as vendas de produtos básicos, de US$ 515,8 milhões para US$ 476,1 milhões (-7,7%), resultado puxado por petróleo em bruto, milho em grãos, soja em grãos, carne de frango e minério de cobre.

Em relação às importações foi registrada queda de 9,3% sobre igual período comparativo (média da terceira semana, de US$ 618,1 milhões, sobre média até a segunda semana, US$ 681,9 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras, veículos automóveis e partes, bebidas e álcool.

Confira os dados completos da balança comercial:

Exportações do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de dezembro de 2019 (US$ 907,0 milhões) com a de dezembro de 2018 (US$ 967,3 milhões), houve queda de 6,2%, em decorrência da diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados, de US$ 131,3 milhões para US$ 101,3 milhões (-22,8%), por conta de celulose, semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ouro em formas semimanufaturadas, ferro fundido); manufaturados, de US$ 349,2 milhões para US$ 303,2 milhões (-13,2%), em razão de produtos laminados planos de ferro ou aço, partes de motores e turbinas para aviação, suco de laranja não congelado, suco de laranja congelado, polímeros plásticos.

Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos, de US$ 486,7 milhões para US$ 502,6 milhões (+3,3%), com liderança de petróleo em bruto, carnes bovina e suína, milho em grãos, algodão em bruto. Em relação a novembro de 2019 ocorreu aumento de 3,1%, em virtude da expansão nas vendas de produtos básicos, de US$ 449,6 milhões para US$ 502,6 milhões (+11,8%), enquanto se reduziram as exportações de produtos semimanufaturados, de US$ 116,6 milhões para US$ 101,3 milhões (-13,2%), e de manufaturados, de US$ 313,6 milhões para US$ 303,2 milhões (-3,3%,).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de dezembro de 2019, de US$ 660,6 milhões, ficou 2,3% acima da média de dezembro de 2018 (US$ 645,8 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com equipamentos mecânicos (+27,8%), veículos automóveis e partes (+26,7%), instrumentos de ótica e precisão (+26,6%), equipamentos eletroeletrônicos (+24,0%) e plásticos e obras (+23,7%).

Na comparação com novembro de 2019 houve queda de 6,7%, pelas reduções em aeronaves e peças (-37,9%), adubos e fertilizantes (-31,0%), combustíveis e lubrificantes (-30,7%), farmacêuticos (-14,0%), filamentos e fibras sintéticas e artificiais (-7,4%).