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Economia

FMI reconhece a importância das reformas estruturais no Brasil

Política econômica

Em relatório publicado esta semana, Fundo Monetário Internacional (FMI) traz dados coletados em visitas de sua equipe técnica ao país em maio de 2019
por publicado: 26/07/2019 18h34 última modificação: 26/07/2019 21h51

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou nesta semana (23/7) o Relatório do Art. IV do Brasil, documento que reflete a visão daquela instituição sobre as visitas de sua equipe técnica ao país em maio de 2019, bem como traz exame dos dados da economia e das políticas econômicas governamentais do Brasil.

O relatório reconhece a importância das reformas estruturais que o governo tem proposto e implementado desde o início desta gestão, como a Reforma da Previdência, que é considerada "indispensável" para melhorar a situação fiscal do país e cujos progressos recentes são elogiados. Ao mesmo tempo, sublinha-se a importância da realização de outras reformas em que o governo tem trabalhado, relativas, por exemplo, à simplificação do sistema tributário e à redução da rigidez orçamentária.

Outro aspecto destacado pelo FMI, em que o governo brasileiro tem atuado, é a necessidade de se prosseguir na redução das barreiras comerciais, na melhoria do ambiente de negócios e na adoção de medidas para aumento da produtividade. O Fundo menciona, ainda, o Acordo Mercosul-União Europeia – cujas negociações foram recentemente concluídas – como fundamental para progressos nessa área.

Necessidade Bruta de Financiamento Público

O Ministério da Economia reconhece a qualidade do trabalho realizado pelo FMI, que ao longo dos anos vem aperfeiçoando suas ferramentas de avaliação da economia brasileira.  Nessa edição, contudo, ressalta que a metodologia do Fundo para a Necessidade Bruta de Financiamento Público superestima a projeção para esse indicador.

O relatório apresentou valores partindo de 17,2% do PIB em 2019 e crescendo continuamente até 31,6% do PIB em 2024. O Tesouro realizou exercícios no intuito de replicar os números trazidos pelo relatório, mas em nenhum dos casos foi possível encontrar números próximos aos das projeções do FMI.

Em contato com a equipe responsável pelas projeções feitas pelo fundo, entendeu-se que a razão para os dados superestimados sobre as necessidades de financiamento é a maneira pela qual o FMI simula novas dívidas (rollover), a qual não é consistente com as características da dívida brasileira. Esse ponto é importante, tendo em vista que a projeção superestimada leva a conclusões equivocadas sobre os riscos da dívida pública no Brasil.