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Economia

Comitê consultivo debate modelo de mercado de carbono para o Brasil

Energia limpa

Secretário de Produtividade reforça que o país tem enormes vantagens comparativas na área
por publicado: 05/02/2020 17h34 última modificação: 07/02/2020 17h28

O Comitê Consultivo do Projeto Partnership for Market Readiness (PMR-Brasil), reuniu-se em Brasília nesta terça-feira (4/2) para discutir os resultados preliminares da modelagem econômica e os impactos esperados para uma eventual introdução de um mercado de carbono no Brasil. O projeto é executado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Banco Mundial.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), Carlos Da Costa, afirmou que o Ministério da Economia está mobilizado para dar passos concretos rumo a criação de um mercado de carbono nacional e ressaltou a importância de que esse processo respeite a soberania e que não haja impacto na competitividade das empresas brasileiras.

O secretário destacou que um mercado de carbono pode representar uma oportunidade para as empresas brasileiras. “Temos que fazer a nossa parte com competência e da maneira mais eficiente possível, sem gerar pesos sobre o setor produtivo. Tenho clara convicção de que o Brasil tem enormes vantagens comparativas no processo de descarbonização da economia global, pois o nosso custo de descarbonização é mais baixo e nós já temos uma economia de baixo carbono relativo”, ressaltou Da Costa.

Ele também frisou a importância de as indústrias brasileiras destacarem a matriz energética limpa do Brasil e a baixa pegada carbônica de seus produtos para que o consumidor possa optar, na hora da compra, pelo produto brasileiro. “Um copo produzido no Brasil provavelmente tem uma pegada carbônica muito menor do que os copos produzidos em outros países, porque a nossa matriz energética é mais limpa do que a média dos outros países”, afirmou. O secretário também incentivou o uso de selos ambientais voluntários, para melhorar a informação para os consumidores sobre a pegada de carbono dos produtos – o que pode aumentar o valor percebido e a competitividade das empresas brasileiras.

Ainda durante a reunião, o secretário disse que o governo está avançando nas discussões sobre a criação de um mercado de carbono, para que as empresas de menor custo de descarbonização o façam e ganhem dinheiro com essa ação – “essa é uma atividade econômica que gera valor”, disse ele. “Nós estamos convencidos de que a melhor solução é reduzir os custos de transação e propiciar a existência efetiva de um mercado de crédito de carbono” afirmou Da Costa.

Fazem parte do Comitê Consultivo do Projeto Partnership for Market Readiness (PMR-Brasil): Banco Mundial; Ministério da Economia; Casa Civil; Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Ministério do Meio Ambiente; Ministério das Relações Exteriores; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério de Minas e Energia; Empresa de Pesquisa Energética; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; Fundação Getúlio Vargas; Rede Clima; Observatório do Clima; Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil; Confederação Nacional da Indústria; Federação Brasileira de Bancos; Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS); Iniciativas Empresariais em Clima; Associação Brasileira da Indústria Química e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.