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Economia

Estoque da DPF totalizou R$ 3,877 trilhões em janeiro

Tesouro Nacional

Resultado indica queda de 7,77% em termos nominais; não residentes ampliaram participação
por publicado: 26/02/2019 13h26 última modificação: 26/02/2019 13h26

O Tesouro Nacional divulgou, nesta terça-feira (26), o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) do mês janeiro.O estoque da DPF apresentou redução, em termos nominais, de 7,77%, passando de R$ 3,877 trilhões em dezembro para R$ 3,808 trilhões. O relatório aponta que o mês passado foi marcado pela redução de custos e pelo aumento da participação de investidores não residentes no País.

A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve seu estoque reduzido em 1,59%, passando de R$ 3,728 trilhões para R$ 3,669 trilhões. A queda deveu-se ao resgate líquido de R$ 83,81 bilhões e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 24,66 bilhões.   

Em janeiro, as emissões da DPMFi alcançaram R$ 61,27 bilhões,  dos quais R$ 27,56 bilhões em títulos com remuneração prefixada, R$ 10,95 bilhões remunerados por índice de preços e R$ 22,74 bilhões em títulos indexados a taxa flutuante. Desse total, foram emitidos R$ 58,32 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 2,83 bilhões relativos às vendas de títulos do Programa Tesouro Direto e R$ 120 milhões relativos às emissões diretas.   

Ao comentar os dados, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, destacou que o cenário externo foi bastante favorável para emergentes em janeiro. “A principal razão para isso foi a mudança na sinalização de política monetária nos EUA. A percepção de risco de emergentes caiu de forma substancial”.

O coordenador ressaltou que além do cenário externo positivo, o otimismo do mercado doméstico em janeiro, com o andamento da reforma previdenciária e de reformas macro e microeconômicas no país, contribuiu para a queda das taxas de juros.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) houve redução de 6,34% sobre o apurado em dezembro, encerrando o mês de janeiro em R$ 138,81 bilhões. Desse total, R$ 124, 88 bilhões são referentes à dívida mobiliária e R$ 13,93 bilhões à dívida contratual.

DETENTORES

Os não-residentes apresentaram aumento de R$ 14,71 bilhões em seu estoque, o que elevou a participação relativa desse grupo, que subiu de 11,22% para 11,80%. O grupo Governo teve uma participação relativa de 4,16%. O estoque das Seguradoras encerrou o mês em R$ 155,75 bilhões.

No grupo Previdência, houve variação negativa de estoque, caindo de R$ 930,85 bilhões para R$ 918 bilhões. Instituições financeira diminuíram o estoque em R$ 40,62 bilhões, atingindo R$ 807,48 bilhões no mês.  No grupo Fundos de Investimento também houve redução de estoque, passando de R$ 1.003 trilhão para 992,25 bilhões.   

TESOURO DIRETO

Com relação ao Tesouro Direto, a tendência das taxas dos leilões ao longo do mês foi de queda. O título prefixado de 10 anos chegou a ser vendido abaixo de 9%. Níveis bem menores do que há um ano atrás. O relatório também aponta volume bastante expressivo de resgates em janeiro, a maior parte deles de prefixados, relacionada aos vencimentos de papéis. Do lado das emissões, houve predominância de prefixados.

A venda de títulos bateu o recorde histórico, foi de R$ 2,83 bilhões. Os  resgates ficaram em R$ 2,55 bilhões. O título mais demandado foi o Tesouro Selic (47,9%), estoque de R$ 54,9 bilhões, um aumento de 16,3% em relação a dezembro do ano passado.

Operações até R$ 5 mil responderam por 83,9% das compras do Tesouro Direto, que registrou mais de 261 mil novos investidores cadastrados. Maior número da série histórica.

Vital apresentou, ainda, perspectivas do Tesouro Nacional para o  próximo mês. "Em relação ao mês de fevereiro, o tom dos mercados emergentes é misto. Não há tendência clara em termos de percepção de risco. No mercado doméstico, a curva de juros mostra estabilidade", afirmou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública.

Para saber mais, acesse a apresentação.